
O Trio Los Angeles surgiu em 1982, quando o então manequim Marcio Mendes juntou-se à duas morenas de sua equipe, sua irmã Ana Maria e Cléo Ferreira, e formou o trio, à convite da gravadora RCA, junto com a coreógrafa e amiga Lourdes Rosa. No mesmo ano, começou a ganhar fama através do hit “Vamos Dançar Mambolê”. O compacto rendeu ao grupo um disco de ouro e outro de platina.
As principais características do trio eram as músicas caribenhas e o uso de elementos sensuais e oitentistas, como maiôs asas-delta, bustiês coloridos e danças sexy.
Em 1984, alcançaram o sucesso no Brasil com a música “Transas e Caretas”, tema de abertura da novela homônima da Rede Globo. Logo, o Trio Los Angeles se consolidou em uma atração principal dos programas dominicais. Porém, o trio encerrou suas atividades quando uma de suas integrantes, Cléo Ferreira, engravidou, em 1992. Márcio retornou ao mundo da moda e abriu um confecção de roupas e um curso de manequim.
Retornou anos mais tarde, com uma nova formação: as morenas foram substituídas pelas loiras Madalena Ravesca e Adriana Alonso. Márcio ainda apresenta um programa voltado ao público da terceira idade no canal NGT (canal 48 UHF de São Paulo), denominado “O Melhor da Vida com Márcio Mendes”, e segue em carreira solo.
Em entrevista ao EGO, o único remanescente do grupo original fala sobre o retorno da banda, que se hoje em dia se apresenta em casas como a Trash80′s, em São Paulo, e o período que passou longe dos holofotes.
EGO – Desde quando o trio Los Angeles está de volta?
MÁRCIO MENDES – Na verdade, eu nunca parei. Ano passado fiquei dois anos no Nordeste, em Recife, para pesquisar ritmos e gravei um CD solo, que lancei há dez meses. Então, voltei para São Paulo e comecei a divulgar esse trabalho.
Mas o trio Los Angeles continua?
MÁRCIO MENDES – Sim, agora estou trabalhando com a Anne (23 anos) e Luana (24 anos). Fizemos uma pesquisa e encontramos as meninas que se enquadravam melhor no perfil.
E as duas integrantes originais do Trio?
MÁRCIO MENDES – No auge, eu trabalhava com Ana Mendes, que é minha irmã, e Cléo Ferreira. Mas as meninas saíram há alguns anos. De lá para cá, tive algumas formações diferentes.
Teve alguma briga, desentendimento quando elas saíram?
MÁRCIO MENDES – Não teve nada de briga. Elas saíram porque engravidaram, tiveram filhos, pararam para ter a própria família. Mas continuam lindas como antes. Agora vou gravar um DVD com a participação das duas, elas cantando e dançando os hits do Trio Los Angeles.
Quando a fama foi diminuindo, como você encarou?
MÁRCIO MENDES – Quando você tem um nome como eu tenho, um nome consolidado, você não é esquecido. Tudo que eu faço hoje tenho um retorno bom. É claro que a saída delas foi difícil. Perder duas pessoas que fazem sucesso com você e ter que recomeçar com novas meninas causa um certo constrangimento.
E o que você andou fazendo nesses tempos que o conjunto esteve em baixa?
MÁRCIO MENDES – Eu trabalho muito, viajo muito, tive fazendo shows nos Estados Unidos para a colônia brasileira. Miami, Nova York, Los Angeles. Eu também tenho um programa no canal NGT (canal 48, UHF), “O Melhor da Vida com Márcio Mendes” que faço para a melhor idade.
Você acha que o Trio Los Angeles é algo datado ou que ainda tem espaço no mercado?
MÁRCIO MENDES – Não existe datado, existe ser atualizado. Eu quero ser um Omo (marca de sabão em pó) de embalagem nova, nem dos anos 70, nem dos 80. Sempre procurei ter minha embalagem atual e moderna. Maquiagem, cabelo, figurino, é tudo da moda. Agora, se eu vou emplacar um novo sucesso? Quem pode respoder isso é alguém como Reginaldo Rossi, que veio com “Garçom”, feita por ele 40 anos atrás, e fez sucesso.
Fonte: EGO Notícias